Blog de DHJUPIC

 XII Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos 2021


“Pão em Todas as Mesas”
Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer (Mateus 25, 35)


Queridas irmãs, queridos irmãos, paz e bem!

Com entusiasmo, fé e esperança apresentamos a nossa 12ª Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos. A partir do tema “Pão em Todas as mesas” e lema: “Pois eu estava com fome, e vocês me deram de comer” (Mateus 25, 35), somos chamados/as a questionar, debater e agir em prol da construção da paz, fruto da justiça, na defesa da dignidade da pessoa humana e do bem comum.

Neste ano, a Jornada vem propor, em uma discussão conjunta entre JUFRA, OFS e INAFRA, um olhar mais sensível à atual realidade nacional: a fome e a miséria. No segundo ano consecutivo de pandemia do COVID-19 vivemos um cenário no qual a má gestão pública frente ao combate pandêmico sanitário, social e político teve como consequência o aumento de irmãos e irmãs fragilizados com pouco ou nenhum acesso à alimentação. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro deste ano mais de 19 milhões de pessoas passavam fome e mais de 116 milhões sofriam algum tipo de insegurança alimentar.

Deste modo, a Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos vem propor à Família Franciscana que nos empenhemos na construção de um processo de reflexão e ação em defesa do direito humano à alimentação. Com isso, no desejo de alcançar mais irmãos das fraternidades do Brasil e cientes das realidades locais frente à circulação do coronavírus, tivemos o cuidado de organizar essa Jornada para que possa ser feita tanto remotamente quanto presencialmente. Conscientes que propomos uma possibilidade de retorno às fraternidades depois de um longo período de distanciamento social, esta Jornada está sendo pautada em três momentos: 1- o material base, 2- a roda de conversa, e 3 - o gesto concreto.

Por fim, para que a experiência franciscana seja enriquecedora, sugerimos que a leitura e o estudo do material base seja feito preferencialmente antes da roda de conversa, para que os irmãos possam debater e opinar sobre a temática de forma contextualizada e consciente. Ademais, a roda de conversa pode seguir o modelo na qual melhor contemple a realidade local/regional, sempre incentivando a participação de todos os irmãos ao debate: tanto OFS quanto JUFRA. E, por fim, a provocação do Gesto Concreto sirva como ferramenta para uma experiência social e espiritual na vivência do carisma de São Francisco. Desejamos que esta jornada fortifique nossas fraternidades e comunidades no cuidado e na garantia de direitos básicos humanos. Além disso, que também os diversos ramos de nossa família franciscana se unam com outras organizações e movimentos religiosos, pastorais sociais, e não-religiosos, movimentos populares, para garantir que a comida continue sendo, de fato, fonte abundante de vida, um irrevogável direito humano.

Equipe de Elaboração da XII JFNDH 2021

Baixe os materiais neste link:
https://cutt.ly/pTb0wWr


"A Comissão Pastoral da Terra (CPT) nasceu em junho de 1975, durante o Encontro de Bispos e Prelados da Amazônia, convocado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado em Goiânia (GO). Foi fundada em plena ditadura militar, como resposta à grave situação vivida pelos trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo na Amazônia, explorados em seu trabalho, submetidos a condições análogas ao trabalho escravo e expulsos das terras que ocupavam.


Nasceu ligada à Igreja Católica. O vínculo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ajudou a CPT a realizar o seu trabalho e a se manter no período em que a repressão atingia agentes de pastoral e lideranças populares. Logo, porém, adquiriu caráter ecumênico, tanto no sentido dos trabalhadores que eram apoiados, quanto na incorporação de agentes de outras igrejas cristãs, destacadamente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB.

A CPT foi criada para ser um serviço à causa dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e de ser um suporte para a sua organização. O homem e a mulher do campo são os que definem os rumos a seguir, seus objetivos e metas. Eles e elas são os protagonistas de sua própria história. A CPT os acompanha, não cegamente, mas com espírito crítico" (CPT Nacional/2021).

Hoje nesse período ainda mais conturbado na história do nosso país, além da pandemia, os inúmeros retrocessos e desrespeitos à CF 88 nos últimos anos, elevam ainda mais o significado da luta da CPT.

📍 A JUFRA e OFS do Brasil parabenizam a CPT pelo seu aniversário.

#RepartirATerraPartilharOPão #CPT46Anos #JUFRAdoBrasil #OFS


Não vamos ilustrar essa postagem com figura ou cenários com a terra árida, seca e com carcaças de animais mortos, como alguns meios de comunicação costumam fazer. Vamos mostrar uma foto que expresse a vida que pulsa nesse bioma e mostrar que a RESISTÊNCIA também é feita de dias belos, como esse mostrado na foto. Apesar das dificuldades e desafios diários, a resistência da Caatinga nos lembra da esperança que devemos ter. A natureza nos ensina. Queremos a Caatinga e demais biomas vivos, com “a floresta em pé” e a fauna livre, preservada e/ou conservada e políticas públicas de convivência com o Semiárido!


➡️ "A Caatinga originalmente abrangia uma área de aproximadamente 1 milhão de km². Atualmente, sua área remanescente é de 734.478 km2, sendo que menos de 1% está sob proteção de unidades de conservação. O desmatamento para retirada de lenha é uma das principais atividades que contribuem para a desertificação, a seca e a perda da biodiversidade brasileira.

A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e foi reconhecido como uma das 37 grandes regiões naturais do planeta, ao lado da Amazônia e do Pantanal. Com 45% de sua área desmatada, é o terceiro bioma mais degradado do país, depois da Mata Atlântica e do Cerrado. A Caatinga tem uma importância fundamental para a biodiversidade do planeta pois 1/3 de suas plantas e 15% de seus animais são espécies exclusivas, que não existem em nenhuma outra parte do mundo”.

📍 Fonte: Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA Brasil, disponível em: https://www.asabrasil.org.br/semiarido)

Local da foto: Triunfo/PE


São Francisco convivia harmonicamente com os seres e com a nossa irmã/mãe Terra. Que possamos nos mobilizar pela conversão ecológica tão necessária, compreendendo nosso papel de responsabilidade no cuidado com a Criação, somos integrantes dela, dessa imensa “teia da vida”.

#22deAbril #DiaDaTerra 



A qualidade da água nossa de cada dia
Roberto Malvezzi (Gogó)

"A escassez da água pode ser quantitativa, qualitativa e social*. Quantitativa quando não há água para satisfazer as necessidades de todas as ordens; qualitativa quando a água está aí diante dos olhos, mas não pode ser utilizada para vários fins devido à sua contaminação; social quando há água, tem qualidade, mas alguma propriedade privada se apropriou de um bem comum (...)"


Imagem: Rio Jequitinhonha, Vale do Jequitinhonha (MG)