Blog de DHJUPIC

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O dia 18 de maio é marcado pelo 18º ano de mobilização no “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, instituído pela Lei Federal 9.970/00.
Está é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou nesses 18 anos muitos municípios do
nosso país.

Com o slogan Faça Bonito - Proteja nossas crianças e adolescente, a ação convoca a sociedade para assumir a responsabilidade de prevenir e enfrentar o problema da violência sexual praticada contra crianças e adolescentes no Brasil. Desde 2009 utiliza como símbolo uma flor, como uma lembrança dos desenhos da primeira infância, além de associar a fragilidade de uma flor com a de uma criança. O desenho também tem como objetivo proporcionar maior proximidade e identificação junto à sociedade, proximidade e identificação com a causa.

18 de maio: A data foi escolhida como dia de mobilização contra a violência sexual porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. A proposta do “18 DE MAIO” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.



Hoje, 17 de maio, Dia Internacional de Luta Contra a LGBTfobia, a Juventude Franciscana do Brasil reafirma seu compromisso no enfrentamento a qualquer prática de discriminação e outras formas de violência por orientação sexual.

“Queremos debater, articular e desenvolver trabalhos onde se faça ecoar nossa voz para denunciar todas as formas de opressão e injustiça, e participar das lutas para a construção de uma nova sociedade, a Civilização do Amor, baseada na prática da Justiça Social e da promoção da Paz.CARTA DE GUARATINGUETÁ: A JUFRA QUE QUEREMOS SER!”



A Semana dos Povos Indígenas deste ano traz a discussão da interligação entre justiça, terra e paz. A proposta do Bem Viver se apresenta como o utópico paradigma. Sem justiça, terra e paz um abismo entre as pessoas foi cavado pela ganância do Capital. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas (ONU, 2017), o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo – ficando na frente de Guiné-Bissau e Ruanda. Por outro lado, o país é a sétima maior economia do planeta. Tal modelo de vida tem imposto aos seres vivos e cosmológicos um ambiente opressor, poluído e de morte.

Os recursos naturais seguem sendo privatizados e exauridos, em muitos casos levados à escassez. Biomas como o Cerrado, e toda a forma plural de vida que neles habitam, estão hoje se acabando sob a areia do tempo que já conta o prazo de suas extinções. “A violência vislumbra-se nos sintomas de doença que notamos no solo, na água, no ar e nos seres vivos. Por isso, entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que ‘geme e sofre as dores do parto’ (Rm 8, 22)”, escreve o Papa Francisco na encíclica Laudato Si’ Sobre o Cuidado com a Casa Comum.

Os povos originários são mestres na resistência, na luta pela justiça, igualdade e no cuidado da casa comum. São estas nações que doam suas vidas em defesa da Mãe Terra e defendem dia a dia o paradigma do Bem Viver. Levam à reflexão a sociedade que os envolve sobre a “necessidade de cada um se arrepender do próprio modo de maltratar o planeta” (Laudato Si’). É urgente proteger a nossa casa comum/grande maloca, onde a vida segue seu curso intrépido, bem como a paz e a justiça.

“Poderemos assim propor uma ecologia que, nas suas várias dimensões, integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o rodeia” (Laudato Si’).

Temos diante de nós o desafio de nos unirmos em defesa de “raízes éticas e espirituais dos problemas ambientais, que nos convidam a encontrar soluções não só na técnica, mas também numa mudança do ser humano” (Laudato Si’). Precisamos viver solidariamente na defesa da vida do planeta e dos mais pobres, em defesa de uma ecologia integral. Para isso, como bem pontua o Papa Francisco na encíclica Laudato Si’, se “requer abertura para categorias que transcendem a linguagem das ciências exactas ou da biologia e nos põem em contacto com a essência do ser humano”. A justiça é construída quando os direitos são respeitados e as terras demarcadas. Assim os povos indígenas poderão viver sem interrupção seus projetos de vida, pautado pelo Bem Viver e por uma essência que poderá significar o futuro de nosso planeta.


FONTE: CIMI