Blog de DHJUPIC
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente, A Jufra do Brasil denuncia os 7 meses de impunidade dos crimes cometidos pela Samarco (Vale/BHP). Durante o Encontro Brasileiro de Movimento Populares em Diálogo com Papa Francisco, A Jufrista Julie da Mata, da Fraternidade Dom Hélder Câmara, realizou a campanha ‪#‎VivaLaudatoSi como parte da Semana Laudato Si, onde será celebrado 1 ano do lançamento da Encíclica em que o Papa denuncia os crimes que cometemos contra a nossa Casa Comum.

"Será realista esperar que quem está obcecado com a maximização dos lucros se detenha a considerar os efeitos ambientais que deixará às próximas gerações?" Papa Francisco








 O mês de Abril é conhecido no âmbito da sociedade brasileira como o mês das questões indígenas e o dia 19 de Abril como o dia do índio para lembrar a data histórica de 1940 quando se deu o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano no México; o evento quase fracassou nos dias de abertura, mas teve sucesso no dia 19 quando as lideranças indígenas aceitaram participar das reuniões e se fizeram presentes para discutir seus direitos em um encontro marcante, buscando garantir as suas reivindicações. Esta data foi criada em 1943, pelo presidente Getúlio Vargas, com o decreto 5540. Fica então bem claro que esta data não foi criada em circunstâncias festivas e muito menos de comemoração. 

 Por ocasião desta data é comum encontrar nas escolas e instituições comemorações com fantasias, crianças pintadas, músicas e atividades culturais; no entanto é questionável a maneira como são conduzidas essas práticas, pois muitas vezes além de reproduzir antigos preconceitos e estereótipos, não geram aprendizagem alguma. O estereotipo é causado pelo uso frequente da imagem distorcida dos índios nos grandes meios de comunicação e também nos livros didáticos nas escolas. O indígena trabalhado em sala de aula hoje é aquele indígena de 1500 dando a impressão que ele só se mantém índio se permanecer daquele modo. 

Jovens terenas preservando suas tradições, Aquidauana - MS.

No Brasil atual não se encontram motivos para comemorar o dia do índio, pois o que podemos ver são violências, assassinatos, ameaças e perseguição das lideranças indígenas que lutam por uma vida mais digna para seu povo, muitas vezes uma luta selada com derramamento de sangue, pois é frequente constatar vidas ceifadas e massacradas. Acompanhamos na mídia notícias de indígenas queimados, maltratados, sofrendo de muitas formas o preconceito, a discriminação, o racismo dentro dos seus ambientes de estudo, no trabalho e na sociedade como um todo. Quantas famílias e comunidades pressionadas a deixar suas terras diante da ameaça de despejos ou condenados a viver a insegurança, medo, terror nas beiras das estradas defendendo o direito à pose dos seus territórios ancestrais.
Na opinião dos povos indígenas, pesquisadores e aliados da causa, mais do que celebração ou comemoração a data sugere uma reflexão. Esta data é oportuna para a discussão de assuntos que envolvem a relação interétnica, que sempre foi marcada pela intolerância, preconceito e discriminação desde a colonização. Um chamado a quebrar paradigmas carregados de estereótipos e expressões pejorativas sobre os povos indígenas apresentando uma imagem do índio que vive nu, bêbado, maltrapilho, preguiçoso; aquele índio que come gente.
Professor Lídio, Guaraní Kaiowa na defesa de seu mestrado em educação, Dourados - MS.

Caros leitores, é necessário tomar consciência que a cultura indígena faz parte da essência da pessoa e que não se deixa de ser índio por viver na sociedade contemporânea, então é necessário fazer uma discussão sobre a cultura indígena e mostrar que estes povos não vivem mais como em 1500, eles são contemporâneos e têm os mesmos direitos que todos os brasileiros.  Nos últimos anos os povos indígenas avançaram muito criando mecanismos de reivindicações e denúncias, implementando, assim as políticas indigenistas. Muitos foram para as universidades e assim ganharam a possibilidade do debate para lutarem pela sobrevivência, respeitabilidade e espaço na sociedade brasileira e contrariando a expectativa dos colonizadores, os índios criaram mecanismos de defesa e resistência, de luta constante diante dos desafios que enfrentam como populações minoritárias, e nem por isso deixam de ser indígenas e de preservar a cultura e os costumes. 
            O maior desafio dos estudiosos e pesquisadores contemporâneos é contribuir para que a visão errônea sobre os povos indígenas seja modificada e a necessidade de compreender as suas manifestações culturais para que se construa um mundo onde eles sejam respeitados pelas suas diferenças. Torna-se urgente fazer debates sobre o que podemos aprender com esses povos e acima de tudo lembrar que eles cobram o respeito pela sua identidade e cultura e o reconhecimento dos seus direitos como filhos deste país na sua diferença e diversidade cultural e principalmente o direito à demarcação de suas terras. Comemorar o dia do índio é celebrar a história, a cultura e as raízes do nosso país, não é apenas valorizar o povo que só contribuiu para a formação cultural do Brasil, mas respeitar, preservar e aproveitar o legado dos índios nas suas artes, conhecimentos, tecnologias, espiritualidade, convivência harmoniosa com Deus, com as pessoas e com a natureza.


Frei Wagner José da Rosa, OFM

A Juventude Franciscana do Brasil, em consonância com a CNBB e diversas  organizações, pastorais e movimentos, reafirma sua posição em defesa do Estado Democrático de Direito. Também continuamos no engajamento por uma reforma política democrática para combater a falta de pluralidade representativa, a corrupção e a influência direta do poder econômico na política.

"Declaramos nossa firme vontade de construir a JUSTIÇA e a PAZ em nível pessoal, familiar, social e político, inspirando-nos nas exigências cristãs da caridade." (Manifesto da Juventude Franciscana, Item 15)

#JufraPelaDemocracia

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A Santa Sé divulgou as intenções do Papa Francisco para o mês de abril, dedicadas aos pequenos agricultores e aos cristãos da África.
Esta é intenção universal do apostolado da oração do Santo Padre para o mês de abril de 2016: “Para que os pequenos agricultores recebam a justa compensação pelo seu precioso trabalho”.
A intenção evangelizadora é esta: “Para que os cristãos de África deem testemunho do amor e da fé em Jesus Cristo no meio dos conflitos político-religiosos”.
O quarto vídeo – correspondente ao mês de abril – da série na qual o Papa Francisco explica suas intenções de oração para cada mês está dedicado aos pequenos agricultores.
No vídeo, produzido uma vez mais pela Rede Mundial de Oração do Papa, o Pontífice denuncia o lucro de algumas pessoas em cima do trabalho de muitos camponeses.
“Obrigado camponês. O teu contributo é imprescindível para toda a humanidades. Como pessoa, filho de Deus, mereces uma vida digna. Mas... pergunto-me: Como são retribuídos os teus esforços?”, questiona o Pontífice no começo do vídeo de pouco mais de um minuto.
“A terra é um dom de Deus. Não é justo utilizá-la para favorecer apenas alguns, despojando a maioria dos seus direitos e dos seus benefícios”.
“Gostaria que pensasses nisso e unisses a tua voz à minha por esta intenção: que os pequenos agricultores recebam a justa compensação pelo seu precioso trabalho”, conclui Francisco.


Fonte:
http://www.acidigital.com/noticias/estas-sao-as-intencoes-do-papa-francisco-para-o-mes-de-abril-75147/
http://www.acidigital.com/noticias/video-de-intencoes-de-oracao-papa-pede-pelos-pequenos-agricultores-no-mes-de-abril-49225/

O dia 10 de Dezembro foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional dos Direitos Humanos, data em que foi aprovada, em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

”Nas condições atuais da sociedade mun­dial, onde há tantas desigualdades e são cada vez mais numerosas as pessoas descartadas, privadas dos direitos humanos fundamentais, o princípio do bem comum torna-se imediatamente, como consequência lógica e inevitável, um apelo à so­lidariedade e uma opção preferencial pelos mais pobres.

Esta opção implica tirar as consequên­cias do destino comum dos bens da terra, mas exige acima de tudo con­templar a imensa dignidade do pobre à luz das mais profundas convicções de fé. Basta obser­var a realidade para compreender que, hoje, esta opção é uma exigência ética fundamental para a efetiva realização do bem comum.” #LS 158

Segundo Papa Francisco, devemos reconhecer que há um elo invisível que une cada uma das exclusões e injustiças presentes em todo o mundo. Devemos reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global e impõe a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza.


Que neste dia reafirmemos a importância de sermos promotoras e promotores do carisma franciscano, sendo presença ativa na sociedade, nos unindo a toda fraternidade universal na defesa dos direitos humanos, da justiça, da paz e integridade da criação.