Blog de DHJUPIC




















A Juventude Franciscana do Brasil, juntamente com mais de cem entidades nacionais, como a CNBB e a OAB, têm lutado por uma Reforma Política Democrática que atenda aos anseios da população. Com quase 700 mil assinaturas físicas coletadas em todo o Brasil, o projeto de lei propõe a extinção do financiamento das campanhas políticas por empresas, paridade de sexo, eleições proporcionais em dois turnos e o aperfeiçoamento de mecanismos de democracia direta.

Porém, o projeto que está sendo debatido na Câmara dos Deputados é considerado uma “contra-reforma” que representa um enorme retrocesso para a democracia brasileira. Entre as propostas está o sistema eleitoral batizado de “distritão”, que é um modelo não proporcional que acentua o personalismo e o abuso do poder econômico, em detrimento de partidos, ideologias e propostas. (Saiba mais em: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/542966-distritao-o-fim-dos-partidos-politicos-e-a-volta-dos-coroneis).

Além disso, há a proposta de constitucionalização do financiamento empresarial de campanha. A partir deste financiamento é que se inicia o processo de corrupção no país, onde os parlamentares eleitos passam a representar os interesses particulares das empresas e não os interesses coletivos de seus eleitores, o que representa um verdadeiro estelionato eleitoral.


Com isso, reafirmamos nossa posição junto à Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e apoiamos também à coleta virtual de assinaturas. Para assinar, acesse o link: http://www.avaaz.org/po/brasil_eleicoes_limpas_lkcd/?slideshow. É evidente que o Congresso não irá se “autorreformar” e contrariar seus próprios interesses, acabando com seus privilégios.  A hora é de unirmos as forças e intensificar a luta contra o retrocesso e pela Reforma Política Democrática. Assinem e divulguem a proposta na sua diocese, comunidade, paróquia, fraternidade, e junte-se a nós na luta pela soberania popular, buscando a dignidade humana, o bem comum e a justiça social.

Fraternalmente,
Mayara Ingrid
Secretária Fraterna Nacional da JUFRA do BRASIl

Igor Bastos
Secretário Nacional de DHJUPIC

Dom José Edson Santana Oliveira
Bispo de Eunápolis (BA)



“Não construímos casas para habitar nelas, nem possuímos vinhas, nem campos de sementeiras, vivendo debaixo de tendas...” (Jeremias 35,9-10).

Vivemos em um mundo onde as grandes referências de nossa vida têm sido deixadas de lado, referenciais como a família, a partilha, a indissolubilidade do matrimônio, a religiosidade e outros. Essa ausência dos valores e dos referenciais tem tornado a sociedade frágil e facilmente direcionada para caminhos que não nos leva para experiência de vida com dignidade.



Esses dias fazendo uma reflexão sobre os valores modernos e a vida dos ciganos percebi que temos muito que aprender com esta cultura que, ainda mantém alguns valores essências para nós, como por exemplo:

A partilha: Em um acampamento cigano consegue-se se fazer a experiência da partilha, que foi um pedido feito desde dos tempos dos primeiros cristãos, "Os cristãos tinham tudo em comum" (At. 2, 44). Em um acampamento cigano uma família jamais passa necessidade, pois o pouco que se tem é divido entre todos;

Valor das crianças: A criança é considerada como Benção de Deus para a família. Não conheço uma criança cigana que tenha sido deixada em um orfanato. As famílias ciganas são numerosas, pois não usam nenhum tipo de contraceptivos e a pessoa é valorizada desde a fecundação até a morte natural. Na tradição cigana, a pessoa nunca é descartada como um objeto frio e sem valor. A criança é futuro do grupo e desde cedo ela é formada para isso, é tratada como um valor em si, para levar adiante os valores fundamentais da vida;

Valor do idoso: O idoso é considerado como o portador da experiência. Poderíamos dizer que como se fosse uma biblioteca ambulante, por isso nada vai adiante em um acampamento cigano, sem antes ser ouvida a opinião do ancião, sempre a última palavra é dele. Em todos estes, mais de 40 anos, que trabalho com os ciganos nunca encontrei um cigano em um asilo de idosos;

Valor da Família: Os ciganos vivem em função da família, não conseguem viver fora dela, toda a sua vida e os seus negócios, são em função de que a família possa viver com dignidade. Por isso, os casamentos são bonitos, bem preparados e com um fato muito importante, são indissolúveis. O casamento é visto como o início de uma nova família sobre as Bênçãos de Deus;

Valor da religiosidade: Os ciganos, em sua maioria são religiosos, dificilmente você encontra uma criança cigana que não seja batizada e um casal que não seja casado na Igreja. É muito comum que nas barracas ou nas casas haja um oratório com um santo de devoção. O que me chama a atenção é a confiança que o povo cigano tem em Deus, pois tudo da vida deles é entregue a Deus; a proteção da barraca ou da casa em que vivem. Geralmente expostos ao tempo e ao vento, a chuva; o alimento é conquista para aquele dia, outro dia confiam que Deus vai providenciar. É importante valorizarmos este abandono total nas mãos de Deus e a confiança na sua Divina Providência.

Estes são alguns exemplos, dos vários que podemos pegar do povo cigano, povo que tem uma cultura milenar, e que mesmo sendo excluído, tornado invisível, consegue manter valores que a nossa sociedade moderna tem abandonado, por isso consegue manter a sua cultura forte, ao contrário da sociedade atual que cada dia tem vivido mais uma realidade de desmantelamento de valores essenciais para o bem de todos.

Somos eternos nômades, em busca de Deus.



04 de maio - Memoria do Beato Zeferino Giménez – Cigano e Mártir

24 de maio de 2015 - Dia nacional dos Ciganos


Dom José Edson é bispo referencial da Pastoral dos Nômades

Fonte: CNBB
Em Brasília, a manhã desta quarta-feira (20) foi marcada por caminhada e ato cultural realizados pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas. Mais de duas mil pessoas se reuniram em frente à Catedral Metropolitana para compor o Bloco da Reforma Política, que seguiu rumo ao Congresso Nacional em protesto contra o financiamento de campanhas eleitorais por empresas. O ato fez parte do Dia Nacional de Mobilização Contra a Constitucionalização da Corrupção.

A animação do evento contou com a participação do grupo teatral Imaginário Cultural. Bonecos gigantes vestindo ternos com logomarcas de empresas, seguidos por homens que carregavam sacos de dinheiros em carrinhos, representaram o financiamento empresarial de campanhas. O carro de som tornou o clima ainda mais carnavalesco, como forma de simbolizar a fala do relator da Comissão da Câmara dos Deputados para a Reforma Política, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), ao afirmar que teve de trabalhar “em ritmo de frevo” para cumprir o prazo de elaboração do relatório.

A proposta do relator Marcelo Castro, que constitucionaliza o financiamento de campanhas por empresas e cria o “distritão” para a eleição de deputados e vereadores, também foi alvo de protesto. “O relatório da Comissão da Câmara dos Deputados para a Reforma Política não tem sintonia com a sociedade. O que está em curso no Congresso é uma antirreforma, uma tentativa de constitucionalizar a corrupção”, afirma Aldo Arantes, secretário-geral da Comissão Especial de Mobilização para Reforma Política da OAB.

Na parte da tarde, após a caminhada, foi realizada a entrega das assinaturas já coletadas em favor da Reforma Política Democrática. Apesar de ter sido solicitada audiência com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a Coalizão não foi recebida. Ainda assim, houve a entrega à Câmara Federal das 630.089 assinaturas (entre físicas e eletrônicas). É importante ressaltar que a coleta de assinaturas continua.

“Jamais perderemos a esperança”, afirma o presidente da Comissão para Acompanhamento da Reforma Política da CNBB, dom Joaquim Mol. “Que este Congresso Nacional veja que as mais de 600 mil assinaturas representa a vontade do povo brasileiro em mudar. A democracia brasileira só tem como avançar se as empresas forem extirpadas de vez da política.”

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Coalizão apresenta uma proposta de representação política mais identificada com a maior parte da sociedade, tendo como quatro pontos principais a extinção do financiamento das campanhas por empresas, a paridade de sexo, eleições proporcionais em dois turnos e aperfeiçoamento de mecanismos de democracia direta.


Jovita Rosa, presidente do IFC e membro do MCCE, enfatiza a importância da proposta da Coalizão ao relembrar conquistas obtidas na política através de Projetos de Lei de Iniciativa Popular: “Com a Lei 9840, melhoramos as eleições e tornamos crime a compra de votos. Com a Lei da Ficha limpa, melhoramos a qualidade dos candidatos. Agora precisamos limpar as eleições do dinheiro sujo que vem das empresas”.

O III Seminário de Enfrentamento ao Tráfico Humano reuniu, em Brasília (DF), de 5 a 7 de maio, cerca de 80 representantes de regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e integrantes de organizações eclesiais e da sociedade que atuam contra o tráfico de pessoas e o trabalho escravo. A Juventude Franciscana do Brasil foi representada pelo irmão Antônio Gean, secretário de DHJUPIC da região Nordeste A2 (Cerá-Piauí).

O Seminário foi organizado pelo Grupo de Trabalho (GT) de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, constituído em 2010 com o objetivo de denunciar e tornar conhecida a realidade do tráfico de pessoas.

No encontro, foi avaliada a incidência da Campanha da Fraternidade de 2014, que teve como tema “Fraternidade e tráfico humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. As entidades que atuam na área analisaram os possíveis desdobramentos que surgiram após esta ação da Igreja no Brasil.

Com a participação do bispo de Pesqueira (PE) e referencial do Setor Mobilidade Humana da CNBB, dom José Luiz Ferreira Sales, o Seminário aconteceu no Centro Cultural de Brasília (CCB) e contou com apresentações das ações e propostas entre os regionais da CNBB a respeito da articulação no enfrentamento ao tráfico de pessoas.


No evento, o arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, dom Sérgio da Rocha, ressaltou a importância da atuação dos grupos frente à realidade. “Eu fico muito contente de encontrar um grupo que se reúne com a consciência da gravidade do tráfico humano e disposto a se unir e a enfrentá-lo”. Afirmou Dom Sérgio.

Texto de Antônio Gean.

Megaminas a céu aberto, desmatamento e expulsão de famílias e inteiras comunidades. Povos indígenas e comunidades quilombolas ameaçados por interesses minerários sobre seus territórios. Poluição das águas, da terra e do ar.

Processos de escoamento do minério que impactam centenas de comunidades ao longo dos minerodutos ou das ferrovias que exportam a grandíssima maioria de nossos minérios.
Conflitos e manifestações populares, espionagem e criminalização das lideranças.

Apesar de tudo isso, a mineração no Brasil pretende aumentar de 3 a 5 vezes nos próximos 20 anos. A proposta do novo Código de Mineração, cada vez mais criticada por comunidades, sindicatos, movimentos sociais e entidades do País inteiro, visa flexibilizar a legislação para facilitar os interesses das empresas mineradoras.
Diversas comunidades atingidas são apoiadas, assessoradas e defendidas também pelas igrejas. A Igreja Católica se posicionou com críticas contundentes contra a nova proposta de Marco Legal da Mineração. Várias lideranças cristãs de América Latina estão se articulando para buscar alternativas às agressões da mineração.
 ‘Iglesias y Minería’ é um grito de sobrevivência, resistência e esperança, o grito das comunidades e da vida que não se deixará arrancar.
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Iglesias y Minería é um grupo ecumênico de leigos, leigas, religiosas e religiosos empenhados em defesa das comunidades afetadas por mineração nos diversos países do Continente. Desde 2013 o grupo articula os atingidos entre si, com a hierarquia das igrejas que queiram e possam apoiá-los, e com instituições internacionais de defesa dos direitos humanos.

Fonte: Fala Chico