Blog de DHJUPIC
Com debates direcionados à realidade feminina e ao papel da mulher no enfrentamento das situações de violação de direitos e cidadania, a Cáritas Brasileira promove o Seminário Internacional “Mulheres: fome, pobreza e tráfico humano”. O evento reúne cerca de 150 participantes no Centro Cultural de Brasília (CCB).

O seminário é uma iniciativa da Cáritas Brasileira em conjunto com a Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Pastoral da Mulher Marginalizada e a entidade norte-americana Catholic Relief Services. Também participam representantes da Cáritas da França e da Espanha, além das secretarias de Políticas Públicas para as Mulheres da Presidência da República e a de Segurança Alimentar e Nutricional (Sesan) do Ministério do Desenvolvimento Social.

O debate sobre a realidade feminina e o papel da mulher no enfrentamento das situações de violação de direitos e cidadania acontece em um momento em que a Cáritas realiza a Campanha “Uma família humana: pão e justiça para todos”, contra a fome no Brasil e no mundo. De acordo com a diretora executiva nacional da Cáritas, Maria Cristina dos Anjos da Conceição, “o objetivo é possibilitar uma maior compreensão da realidade das mulheres, no Brasil, no contexto da fome, pobreza e tráfico humano, buscando meios de transformação dessas realidades”.

Emmanuele dos Santos - Secretária Regional Nordeste A3, Igor Bastos – Secretário Nacional de DHJUPIC, Antônio Gean – Secretário Regional de DHJUPIC NE A2, juntamente com participantes da Costa Rica, Espanha, França e Brasil dialogam nos colóquios, debates, momentos culturais e mini plenárias sobre desigualdade de gênero, exploração sexual e tráfico humano.


No próximo domingo, 5 de outubro, cidadãos de todos os cantos do Brasil irão às urnas escolher seus representantes que legislarão e executarão projetos políticos, sociais e econômicos para o Brasil. Em um regime democrático (do grego antigo δημοκρατία, dēmokratía ou "poder do povo"), todos os cidadãos elegíveis, independente de classe social, etnia, escolaridade, credo, raça, gênero, participam igualmente nas decisões que afetam diretamente na vida da população.

Desta forma, o voto deve ser valorizado e ocorrer de forma consciente. É inquestionável a necessidade de conhecer os candidatos, sua história, e quais princípios e valores eles praticam e defendem. Além disso, se faz importante buscar candidatos que tenham compromisso com tantas reformas necessárias no país, especialmente a Reforma Política, que tem apoio da CNBB, da JUFRA do Brasil, entre outras entidades.

Papa Francisco nos lembra a importância da participação política dos cristãos. “Devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”. Uma experiência cristã madura, discípula e missionária impõe o enfrentamento da realidade e sua transformação para que todos tenham vida em plenitude.

Na CARTA DE GUARATINGUETÁ “A JUFRA QUE QUEREMOS SER”, reafirmamos nosso carisma ao sermos “testemunhas autênticas da identidade franciscana, nos comprometendo a vivenciar a fé nas atitudes cotidianas e concretas de humildade e caridade, à luz da evangélica opção pelos pobres e oprimidos”. Que nessas eleições tenhamos uma escolha consciente, iluminada pela fé e pelo amor aos irmãos, optando por candidatos que assumam nossos compromissos, que acreditem e lutem por uma sociedade inclusiva e igualitária.

Fraternalmente,

Igor Bastos
Secretário Nacional de DHJUPIC

Mayara Ingrid

Secretária Nacional da JUFRA do Brasil




























Na sua visita a Lampedusa, em Itália, o Papa Francisco criticou "a indiferença" do mundo perante as centenas de imigrantes mortos no Mediterrâneo, nos últimos anos, durante a viagem em busca de uma vida melhor.

"Perdemos todo o sentido da responsabilidade fraternal", "a cultura do bem-estar tornou-nos insensíveis aos gritos dos outros (...) o que leva a uma globalização da indiferença", afirmou o Papa numa missa, esta manhã, em que participaram mais de 10 mil pessoas.

"Os imigrantes morreram no mar, nos seus barcos que, em vez de serem um caminho para a esperança os levaram para a morte", disse o Papa na sua homilia, afirmando que este pensamento é como "um espinho no coração que causa sofrimento".


Segundo a AFP, o Papa Francisco explicou que foi recentemente informado desta "tragédia" recorrente no Mediterrâneo e foi por esse motivo que decidiu ir a Lampedusa na sua primeira viagem para "rezar" e apelar às consciências para isto "não volte a acontecer".

Fonte: DN GLOBO
Mais de 7 milhões de brasileiros disseram SIM a uma constituinte exclusiva e soberana para a reforma política. A Juventude Franciscana do Brasil, juntamente com outras 477 organizações de todo o país, participou ativamente desse processo. Jufristas de todos os cantos do país se mobilizaram e deram sua contribuição nesse grande momento da democracia Brasileira.

Diante da pergunta: “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?”, 97% dos votantes foram favoráveis à proposta - cerca de 7,4 milhões de pessoas. Outros 2,75% participaram da consulta e se mostraram contrários à reforma política.
A próxima ação das entidades será levar o resultado do plebiscito nos dias 14 e 15 de outubro aos chefes dos três poderes em Brasília.  No mesmo dia, deve acontecer um ato de apoio à proposta nas ruas da capital.

Parabéns a todas as fraternidades que se organizaram. Parabéns a todos os Jufristas que participaram. Papa Francisco nos diz: “Envolver-se na política é uma obrigação para um cristão. Temos de nos meter na política porque a política é uma das formas mais altas de caridade”. Que a cada dia sejamos mais presentes e atuantes na sociedade, semeando o Carisma Franciscano, promovendo a cultura do encontro, da paz e do bem.


Igor Bastos

Secretário de DHJUPIC
O Secretário Nacional de DHJUPIC, Igor Bastos, se reuniu em Brasília nesta terça-feira, 02 de setembro, com Entidades nacionais e parlamentares para debater os desafios acerca do Marco Regulatório da Mineração. O setor, que responde por 20% das exportações brasileiras, emprega cerca de 1 milhão de trabalhadores em todas as regiões do Brasil.
Abaixo, a notícia da Comissão de Diretos Humanos e Minorias:

Luis Guimarães e Lúcio Pimenta, representantes de comunidades mineiras atingidas pela atividade empresarial de extração de minérios, denunciaram a conduta “predatória" e 'truculenta” das empresas sobre antigos moradores locais. “As negociações se dão conforme a capacidade econômica do morador”, disse Luis Guimarães.

O frei Rodrigo Peret disse aguardar que a proposta do novo Código da Mineração contemple normas e diretrizes que imponham respeito à integridade dos povos, culturas tradicionais e ao meio ambiente. O religioso afirmou que as empresas mineradoras agem com “perversidade” sobre os povos e à natureza. “Vão fazendo com que os homens se tornem estranhos à própria terra.” Frei Peret informou que a Igreja Católica trabalha para disseminar junto às pastorais a realidade que vem sendo praticada pelas mineradoras junto às populações. “É preciso que o povo brasileiro tome consciência dessa realidade predadora”, afirmou.

O ambientalista Gustavo Gazinnelli apresentou críticas ao novo “Código de Mineração” proposto em Substitutivo. Para ele, é absurdo nivelar a atividade de exploração mineral como se tivesse perfil “único” no território nacional Ele propõe o controle social e a absoluta transparência sobre a Agência Nacional de Mineração a ser criada. Gustavo propõe ainda que a atividade mineradora sofra redutores em ambientes já longamente explorados.

Outra denúncia ambiental apresentada na audiência pública é referente à enorme quantidade de água empregada pelos chamados “minerodutos” para o transporte dos minérios, em uma época em que há uma forte crise de gerenciamento hídrico na região Sudeste do país.

Saúde e segurança do trabalho:

Pela manhã, foram discutidas condições de saúde e segurança do trabalho na mineração brasileira. Pesquisa inédita foi apresentada pelo Fundacentro, reunindo dados dos ministérios da Saúde, do Trabalho e Emprego e da Previdência Social.

O pesquisador Celso Salim, da Fundacentro, explicou que a pesquisa envolveu 34 municípios de Minas Gerais, na região conhecida como "Quadrilátero Ferrífero". Para ele, se trata de uma primeira iniciativa dentro de um setor ainda sem estatísticas de saúde e segurança do trabalhador. Paula Werneck, também pesquisadora da fundação, destacou as perdas de audição diagnosticadas, além dos traumas verificados em mãos e pés.  O alto índice de redução auditiva além de provocar problemas de socialização para o trabalhador, não lhe garante a aposentadoria, informou a pesquisadora.
Celso Salim apresentou ainda valores do prejuízo econômico das doenças na atividade mineradora, estimado em R$ 71 bilhões. Já os prejuízos sociais são o desamparo, a dependência e a exclusão social. Para o pesquisador, “a atividade mineradora brasileira ignora os direitos sociais.” O pesquisador citou ainda os números da mortalidade de trabalhadores em mineração, superiores em mais de três vezes à média nacional.

A médica Andreia Silveira, da Universidade Federal de Minas Gerais, afirmou que a pesquisa é importante porque localiza o problema. Para ela, a pesquisa é um primeiro passo no sentido de traçar uma política pública para a saúde e a segurança do trabalho do minerador.  A engenheira de segurança Marta Freitas, da Confederação nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), disse que a pesquisa permite traçar "um perfil do adoecimento". Ela destacou ainda que a compatibilização dos dados de diversos ministérios evidenciou que há grande subnotificação do número de acidentes e doenças à autoridade previdenciária, em prejuízo dos trabalhadores.

Para o militante José carlos do Vale, que informou ter deixado a luta sindical no setor, predominam as  relações de informalidade no trabalho de mineração, beirando o patamar dos 70%. Para ele, a subnotificação previdenciária constitui-se em sonegação fiscal. Com o que cclassifica como “judicialização” das ações previdenciárias, “é a sociedade quem paga, o que deveria estar sendo pago pelo empresário”, afirmou.    

Para o deputado Amauri Teixeira, do PT baiano, três desafios estão colocados ao país diante de uma atividade empresarial de mineração bastante agressiva: a identificação de situações de risco e a preservação da saúde do trabalhador, a preservação do meio ambiente, e a geração de riquezas e manutenção de atividade produtiva diversa na região onde a mineração predomina como atividade econômica.


O diretor presidente da empresa mineradora Vale, Murilo Ferreira, foi convidado e sua empresa informou que ele não poderia comparecer. A audiência pública foi presidida pelo deputado Nilmário Miranda (PT-MG).