Blog de DHJUPIC


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Jovens, como os jovens, Santa Clara e São Francisco de Assis, nos inquietamos com diversas realidades que nos angustiam ao perceber as(os) mais empobrecidas(os), excluídas(os) de nosso tempo, a retirada de direitos e desmonte de políticas públicas. Nas Jornadas pelos Direitos Humanos, assim como outras iniciativas da secretaria de DHJUPIC, foi uma longa caminhada, trilhando um caminho belo de reflexões e ações, foram dez Jornadas Nacionais.Seguiu-se um caminho de testemunho, serviço e amor. A nossa última, I Jornada Latino Americana pelos Direitos Humanos (2019) foi um marco para toda a JUFRA da América Latina. 

De Braços com a Vida, diantes desse mundo que clama por processos de mudança, o tema da XI Jornada Franciscana Nacional pelos Direitos Humanos 2020 traz o tema "Mutirão pela Vida: por terra, teto e trabalho", mesmo tema da 6ª Semana Social Brasileira (6ª SSB), que passa pelos eixos transversais da mesma, Economia, Democracia e Soberania. No 2° Encontro Mundial dos Movimentos Populares, o Papa Francisco fez o chamado: “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”.

Nosso lema, “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Amós 5, 24), foi lema da Campanha da Fraternidade 2016: Casa Comum, nossa responsabilidade. Em Missão na História, buscando refletir sobre os aspectos da realidade social, ambiental, econômica e política, amparado pelo Mutirão pela Vida e tocando que a terra, além do acesso à reforma agrária frente à concentração fundiária e a busca por produção baseada na agroecologia, é visto também como cuidado da Casa Comum; o teto e o trabalho, além da moradia e emprego, bem como os direitos da seguridade social, trabalhista e previdenciária, o acesso à saúde, saneamento básico, educação, segurança pública, o trabalho digno livre de exploração. 


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Essa temática é comum a todas(os), dada à realidade da pandemia do Covid-19 e às consequências pós pandemia, com o aumento da desigualdade, da pobreza e da miseŕia, ainda mais num contexto conturbado e sombrio como está o Brasil atualmente. 

A JUFRA do Brasil convida as fraternidades locais a vivenciarem a realização dos 3 encontros da Cartilha. Assim, como em edições anteriores, convidamos a Ordem Franciscana Secular (OFS) a participar conosco dessa jornada. Além da OFS, estão juntos na parceria o Serviço Franciscano de Solidariedade (SEFRAS), a Conferência da Família Franciscana do Brasil (CFFB) e o Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia (SINFRAJUPE). Este ano, com um desafio a mais pela necessidade de realizar os encontros online, distantes fisicamente, mas próximos e em sintonia por mais justiça, paz, direitos humanos e integridade da Criação. Seguiremos juntos De Braços com a Vida em Missão na História (Lema do Jubileu de 50 anos da Juventude Franciscana).

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Tema: Mutirão pela Vida: Por Terra, Teto e Trabalho
Lema: "Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca" (Amós 5, 24)
Data: 1 a 10 de Dezembro de 2020

No dia 20 de outubro, às 19h30min, a secretaria nacional de DHJUPIC promoveu a roda de conversa: "Precisamos falar sobre o Pantanal!", através da plataforma Google MeetO objetivo do encontro foi para conscientizar os irmãos e irmãs sobre as queimadas que estão acontecendo no Pantanal. Os convidados, jufristas que moram nas áreas do país que estão sofrendo com essa situação, auxiliaram na reflexão sobre o papel dos jovens franciscanos nessa situação. 


Tivemos a presença dos irmãos e irmãs: Tácito Dantas (Secretário Nacional de Finanças / JUFRA MT), Maricélia Moraes e Antônio Gean (Campo Grande/MS) e a mediação de Aryanne Ferreira (DHJUPIC Regional PE / AL) e Gabriel Orides (DHJUPIC Regional Centro).


Agradecemos a todos os irmãos e irmãs que contribuiram, participando e ajudando a construir esse diálogo essencial no momento que estamos vivendo. 💞


AJUDE O PANTANAL - Contrubuia doando ou divulgando! ⚠️

ONGs que estão combatendo os incêndios no Pantanal:

➡️ Instituto Arara Azul: @institutoararaazuloficial
➡️ SOS Pantanal: @sospantanal
➡️ Brigada Alto Pantanal: @ihp_pantanal_



🌱 "Fui deitar em minha rede em uma noite imaginando como traçaria esse mapa, pesquisar sobre os biomas do nosso país é incrivel, o tanto de animais e paisagens diferentes e fantastico! Porém, é triste ao mesmo tempo. As notícias que envolvem esse tema demonstram em sua maioria o descaso como a Criação está sendo tratada. Uma das minhas antropólogas preferidas, Donna Haraway (bióloga e filósofa), fala constantemente que os refugiados no nosso mundo aumentam e os refúgios ficam cada vez menores. Os refugiados são nossos irmãos humanos e não humanos, irmãos de criação que sofrem constantes perdas para projetos anti-vida que buscam acumular benefícios em prol de um sistema egoísta. Os refúgios são nossos biomas, cada vez menores e ameaçados. Mas não se enganem, eles não estão afastados do que achamos que é o "centro", esse lugares de resistência são na verdade o centro! É juntos que podemos fazer frente a essa luta, são tempos sombrios de fato... Mas é no escuro que encontramos uns aos outros".


🖌️🎨Obra e texto de:
Matheus de Araújo Lobato
Fraternidade Frei Juvenal Carlson
Regional Norte3 Pará Oeste.


🌳A passagem do dia de São Francisco e do Tempo da Criação, nos desperta para mudança de consciência, na busca por Conversão Ecológica, que são pautadas no cotidiano, além ações urgentes que precisam denunciar as injustiças que o sistema tecnocrata incendeia.


Nossos biomas estão sofrendo, morrendo. Das queimadas no Pantanal, na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica, à degradação que a Caatinga e Pampa sofrem,  retomamos a importância de se discutir o tema. 


De 2015, ano da Laudato Si, do papa Francisco, à 2017, com a CF "Fraternidade: Biomas Brasileiros e a defesa da vida, nós somos chamados à "Cultivar e guardar a Criação (Gn 2,15).  Em 2020, qual será nossa resposta quando a Criação "geme em dores de parto"?

JUFRA no Tempo da Criação


Entre os dias 01 e 05 de março de 2019, na cidade de Anápolis/GO, a JUFRA do Brasil se reuniu para celebrar o seu décimo sétimo CONJUFRA. Com o tema: “Juventude e Profecia: águas para a vida” e lema: “Não tens um balde, e o poço é fundo. De onde vais tirar a água viva? Jo 4,11”. Roberto Malvezzi concedeu entrevista à Gabriela Consolaro (atualmente Secretária de Formação Nacional).


🤔❓ "Em que sentido, a Laudato Si representa uma revolução?"


Vamos conferir?! 💕  





Na manhã de 13 de agosto de 2020, em meio à pandemia do COVID-19, aconteceu o despejo dos moradores sem-terra do acampamento Quilombo Campo Grande, na área rural de Campo do Meio (MG). A ação de reintegração de posse começou com um trator destruindo a Escola Eduardo Galeano – a única do acampamento, onde vivem cerca de 450 famílias –, forçando os moradores a salvarem, às pressas, livros, carteiras e quadros-negros da referida instituição de ensino. 


“O acampamento Quilombo Campo Grande foi criado em 1998, quando os trabalhadores da Usina Ariadnópolis, que falira dois anos antes, decidiram ocupar a área, pois afirmam não terem recebido as indenizações trabalhistas e passaram a viver do cultivo da terra. Desde que ocuparam a fazenda, já sofreram vários despejos — e vivem constantemente sob a ameaça de novas reintegrações de posse” (IHU, 2020). 

 

Houve pressão popular para que o governo do estado de Minas Gerais suspendesse a operação policial, que juntou mais de 200 policiais militares, colocando em risco à saúde das pessoas do movimento e de todas as outras envolvidas, haja vista este tempo de pandemia, que já matou mais de 100 mil pessoas no Brasil. 


O Bispo Auxiliar de Belo Horizonte, Dom Vicente Ferreira, se manifestou, indignado, pedindo, na manhã do dia 13/08/2020, a suspensão e a proibição de outros despejos nesse período de pandemia. O vídeo foi veiculado pelo canal no YouTube da Ação Franciscana de Ecologia e Espiritualidade (AFES). 


Frades Menores da Província Santo Antônio do Brasil, que se manifestaram em solidariedade às famílias despejadas, também estão sofrendo ameaças de pessoas extremistas com comportamentos que disseminam ódio pelas redes sociais. As ameaças configuram discurso de ódio e um sério risco à integridade física, moral e psicológica dos religiosos. 


Que possamos seguir unidas (os) e fazer valer aquele trecho da oração atribuída a nosso Pai Seráfico que diz “Onde houver ódio que eu leve o AMOR”. Seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo, nossos santos, Santa Clara e São Francisco de Assis, nos inspiram a viver pela busca da justiça e da paz.

 

A compaixão e a compreensão dessa injusta realidade das famílias atingidas pelos despejos e o combate ao discurso/atitudes de ódio são muito necessários para entender aquilo que vivemos hoje no nosso país. Na vida de Dom Pedro Casaldáliga, plantado no chão às margens do Rio Araguaia dias atrás, também encontramos sinais de esperança e fé, que nos movem em passos de uma corajosa vida permeada de Evangelho Vivo em atenção aos mais empobrecidos e na defesa pelos direitos humanos. 


A JUFRA do Brasil, por meio da Secretaria Nacional de DHJUPIC, presta solidariedade às famílias atingidas com os despejos em meio à pandemia e se solidariza aos frades menores ameaçados. 


Secretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil 


Fonte de trechos citados: Em meio à pandemia, sem-terra são despejados e têm escola destruída em MG. “A reportagem é de Daniel Camargo e Ana Magalhães, publicada por Repórter Brasil, 13-08-2020” e republicada pelo IHU Unisinos, em 15/08/2020. Disponível em: IHU Unisinos Acesso em: 17 ago 2020.