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Juventude Sem Terra se organiza na luta para permanecer no campo



By  Subsecretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil     18:14     
A participação da juventude no MST é fruto de um processo de construção coletiva, desde sua fundação em seus diferentes espaços, mas sobretudo na luta e na organização.
Vivemos em uma realidade marcada de desafios, e ao falarmos de juventude Sem Terra hoje, precisamos compreendê-la dentro do contexto em que se encontra o desenvolvimento do capitalismo no campo, os limites e desafios colocados para sua organização. 

Trabalhar com a juventude é fundamental na construção de qualquer projeto de sociedade. O MST é um movimento de luta e deve estar num processo permanente de renovação, buscando formas de inserir as novas gerações na luta pela transformação social.
A marcha nacional de 2005 pela Reforma Agrária foi um marco da necessidade de construir espaços em que os jovens pudessem ter participação mais orgânica no MST.
Neste processo se constroi a primeira Assembleia da Juventude, que resultou na criação do Coletivo Nacional de Juventude do MST. 
A juventude realiza diversas lutas em torno da Educação do Campo, trabalho e geração de renda, do direito de viver no meio rural e de políticas públicas para a juventude.
Desde 2010, como expressão conjunta das lutas, se organiza a Jornada Nacional da Juventude Sem Terra, em agosto. Este processo tem possibilitado construir um programa de formação e mobilização da juventude. 
Construímos também articulações com as organizações da Via Campesina e da juventude urbana em diversas lutas desde 2000, contribuindo na construção do Coletivo da Juventude Campo e Cidade, e posteriormente do Levante Popular da Juventude. E desde o ano passado contribuímos na organização da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira.  
A questão da organização da juventude Sem Terra tem que ser entendida na luta e na construção da Reforma Agrária Popular.
Neste sentido, a auto-organização é uma dimensão fundamental, formando e ampliando os coletivos de juventude nos acampamentos e assentamentos, nas escolas, cooperativas, grupos culturais e de produção entre outras formas, para enfrentar os desafios do movimento e da Classe Trabalhadora.

Assim faremos da III Assembleia Nacional da Juventude durante o VI Congresso a expressão da criatividade, rebeldia e ousadia da Juventude Sem Terra. 

Sobre Subsecretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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