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Documento da Delegação Franciscana pós-Cúpula dos Povos e Rio+20



By  Subsecretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil     20:03     

Cerca de 60 pessoas da família franciscana (entre religiosas, frades e leigos) de diversos continentes, que participaram da Cúpula dos Povos e da Conferência da ONU – Rio+20, em junho de 2012, no Rio de Janeiro, juntamente com representantes da Juventude Franciscana do Brasil (Jufra), elaboraram um documento orientador para ação franciscana no mundo pós Rio+20 e Cúpula. Leia abaixo o documento final, com as três propostas de atuação (1) no campo da autenticidade de vida, (2) na luta contra a mineração e extrativismo e (3) na continuidade da campanha Não à Economia Verde – contra a mercantilização da vida, buscando novos paradigmas alternativos a vida no planeta. Além disso, o comprometimento com a Declaração Final da Cúpula dos Povos.

Declaração final da presença franciscana pós-Cúpula dos Povos e Rio+20

Muitos são de acordo de que nos encontramos em um momento crítico da história da Terra. A crise social, ambiental e econômica requer um repensar da situação atual, com a finalidade de descobrir modalidades eficazes para promover a responsabilidade um para com o outro, para com todos os outros seres vivos, para com as gerações futuras e para com o nosso planeta. Como seguidores e seguidoras de Francisco de Assis – patrono da Ecologia, somos chamados e chamadas a compreender profundamente o mundo em que vivemos e, lutar em defesa da vida em plenitude para toda a criação de Deus.

A Família Franciscana decidiu recentemente dar destaque a questão da justiça ambiental. Como parte desse esforço comum, um grupo de aproximadamente 60 franciscanos e franciscanas. Nossa delegação foi composta por quem participava dos eventos oficiais das Nações Unidas, representados por uma equipe da Franciscans International e, por quem que participava do processo paralelo – a Cúpula dos Povos. Juntos refletimos temas essenciais como sustentabilidade, direitos humanos e ambientais, espiritualidade, pobreza, povos indígenas e economia verde, entre outros. Nós, nos empenhamos em partilhar os nossos valores e visão para um mundo melhor com quem também estava reunidos nesses encontros mundiais. Como franciscanos e franciscanas temos uma visão comum sobre a pessoa, a sociedade e a natureza. A nossa tradição franciscana, nos permite compartilhar a preocupação ética por relacionamentos saudáveis para com toda a criação, dando ênfase especial aos empobrecidos.


Durante as discussões refletimos sobre as diversas realidades e necessidades locais. No decorrer de nossas discussões, ficou claro que os problemas locais se relacionam intimamente com o global. Por conseguinte, decidimos, como membros da Família Franciscana internacional, elaborar propostas a serem implementadas conjuntamente. Enquanto os grupos locais e regionais continuarão a trabalhar suas questões específicas, nos comprometemos a promover as propostas, a serem implementadas pela Família Franciscana Global.


Ação franciscana no mundo pós-Rio+20 e Cúpula dos Povos

1. Promover a autenticidade de vida (Estilo de Vida);
2. Participar no projeto sobre mineração dos promotores de JPIC em Roma;
3. Continuar a campanha Não à Economia Verde, denunciando os problemas criados pela economia verde e buscando paradigmas alternativos para a sociedade.



As três propostas devem considerar:

1. Preparar material formativo (incluir definições básicas) e oferecer oportunidades formativas para os nossos irmãos e irmãs e para aqueles com quem trabalhamos.
2. Sistematizar uma serie de colocações sobre novos paradigmas para a sociedade desde a perspectiva franciscana.
3. Aprofundar o conhecimento na Espiritualidade Franciscana, incluindo a preocupação com a criação. Preparar e/ou partilhar orações e celebrações sobre estes temas.
4. Trabalhar com pessoas que são conhecedoras ou especialistas nos assuntos que serão abordados.
5. Denunciar violências praticadas contra pessoas empobrecidas.
6. Criar e/ou fortalecer redes dentro da Família Franciscana e com outros organizações e movimentos da sociedade civil.
7. Encorajar a Família Franciscana global a se envolver nos processos de reflexão, construção e execução das políticas públicas.
8. Cooperar com grupos/redes que já existem;
9.Empenhar ações para fortalecer o trabalho com as comunidades de base.

Responsabilidades para a elaboração das propostas

Finalmente, os participantes confiaram o desenvolvimento das três propostas a diferentes grupos e indivíduos: Proposta sobre a autenticidade do estilo de vida: Frei Bernd Beerman,OFMCap e a Família Franciscana da Alemanha; Proposta de Mineração e extrativismo: Ir. Sheila Kinsey,FCJM e Frei Joe Rozansky,OFM; Proposta da continuação da Campanha Não à Economia Verde: O SINFRAJUPE, organização de JPIC da Família Franciscana no Brasil.


Considerações finais e encorajamento

Os participantes avaliaram a experiência franciscana no Rio de forma muito positiva. Apesar de poder ter havido uma maior integração dos diferentes grupos presentes, a reunião nos permitiu conhecer pessoas da família franciscana envolvidas em questões relacionadas com a justiça ambiental, criar e/ou fortalecer as nossas redes e, oferecer propostas que nos permitirá abordar questões globais como uma família.

Foi claramente afirmado que, ainda mais importante que nossa presença nos eventos no Rio de Janeiro, é o nosso compromisso de compartilhar os resultados com os nossos irmãos e irmãs em todo o mundo, e trabalhar juntos por um mundo melhor, onde todas as criaturas de Deus possam desfrutar de respeito, dignidade e vida em plenitude.

Clique AQUI para baixar a Declaração em PDF.

Com informações de: www.sinfrajupe.wordpress.com

Sobre Subsecretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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