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JUFRA participa do Grito dos/as Excluídos/as em Caminhada Silenciosa contra a Violência em Santa Rita-PB



By  Subsecretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil     15:29    Marcadores: 
Na manhã do domingo, 11/09, as Comunidades, Grupos, Pastorais e Movimentos, articulados pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Alto das Populares, Santa Rita-PB) se mobilizaram para a Caminhada Silenciosa contra a Violência, com o tema: “Pela Exaltação da Santa Cruz, Justiça e Paz se abraçarão”.

A Caminhada foi realizada, em profundo silêncio, no Alto das Populares, mais especificamente no Bairro Santa Cruz, onde se concentra o maior índice de violência de todo o município. As crianças foram à frente, abrindo a Caminhada, vestidas de branco, e logo atrás os adolescentes, jovens, adultos e idosos, vestidos de preto, em luto e em luta por vida, dignidade e esperança.

Ao longo do caminho, foram realizadas três paradas para a reflexão, onde foram expostos os Gritos dos Excluídos e Excluídas. Na primeira parada, o Grito das Crianças e Adolescentes, contra a Exploração e Abuso Sexual, em defesa de seus direitos e pela efetivação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que é tão incompreendido e difamado. O Alto das Populares lidera em casos atendidos pelo Conselho Tutelar e, no tocante à violência contra esse grupo social, Santa Rita encontra-se entre as três cidades da Paraíba onde mais se assassina adolescentes.

Na segunda parada foram ecoados os Gritos da Juventude. Em todo o mundo, a Juventude está nas ruas na luta por Mudança, no Egito, na Grécia, no Chile, na Espanha, na Palestina... Mas, e no Brasil? Na Paraíba? Em Santa Rita? Este foi o questionamento feito a todos os presentes, na denúncia de que, no Brasil, cerca de 60% dos presidiários são jovens, 1 milhão e 200 mil jovens são analfabetos e a cada 100 universitários apenas 2 são negros. Meras coincidências? No Brasil morrem em média 54 jovens por dia, vítimas de homicídios, sendo cerca de 19 mil jovens assassinados por ano, 70% são jovens negros. É um verdadeiro extermínio da juventude! Contra isso, gritamos!

A terceira parada reuniu os Gritos pelos Direitos Sociais, na denúncia contra os desmandos dos poderes públicos, ausentes na elaboração de políticas públicas que realmente atendam as necessidades do povo, não como favor, esmola ou recompensa, mas como Direito Humano. Foram expostas as experiências do Centro de Direitos Humanos Dom Oscar Romero (CEDHOR) e da COOREMM (Cooperativa de Reciclagem de Marcos Moura), como meios de organização do povo para enfrentar as violências e construir outra prática política, cultural, econômica, religiosa, ambiental e social.

A Caminhada foi encerrada ao redor do Cruzeiro, símbolo do Bairro Santa Cruz, no lugar mais alto do Bairro. Na cruz, foi pendurado um grande pano preto, em protesto contra todos os tipos de violência. Encerramos cantando a Oração de São Francisco, pedindo a Deus que nos ajude a sermos cada vez mais instrumentos de Paz. Daquela Paz – única e verdadeira Paz – fruto da Justiça.


Emanuelson Matias de Lima (Elson)
Sub Frat Reg para o 1º Distrito – Regional NE A3 (PB/RN)
Fraternidade Irmão Sol com Irmã Lua – Santa Rita-PB

Sobre Subsecretaria Nacional de DHJUPIC da JUFRA do Brasil

A Juventude Franciscana (JUFRA) é uma proposta de vivência cristã destinada a jovens que, por vocação, carisma ou índole, se comprometem com o ideal de vida inspirado na espiritualidade franciscana A JUFRA é, ou deve ser, um monte de gente nesse mundão a fora, que tomou consciência de que: primeiro, deve esforçar-se para melhorar o mundo; segundo, que a melhora do mundo começa a partir de si mesmo; e que é preciso no mundo uma escola que ajude as pessoas a tomarem consciência disso. (Essa escola é a própria JUFRA) A JUFRA tem estilo e características próprias. Por isso nessa fraternidade de jovens, os jufristas assumem todos os deveres e, por conseguinte, gozam de todos os direitos inerentes ao compromisso franciscano de vida secular Segundo o Estatuto da JUFRA do Brasil, ela é uma associação civil com caráter e objetivos dentro exclusivamente dos campos Religioso, Educacional e Social.

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